O que pede o Senhor à minha família?

O Papa Francisco, no seu singelo discurso de abertura do X Encontro Mundial das Famílias, traçou em cinco pinceladas, as cores que deveriam caraterizar as famílias, hoje. É preciso “dar um passo mais” rumo ao matrimónio, à cruz, ao perdão, ao acolhimento e à fraternidade.

Eis a dinâmica própria da família: o acolhimento e o espírito de serviço. Na família vive-se uma dinâmica de acolhimento, porque antes de mais nada os esposos acolheram-se mutuamente, quando disseram um ao outro no dia do casamento: “Eu … recebo-te a ti …”. E depois, ao trazer os filhos ao mundo, acolheram a vida de novas criaturas. E enquanto, nos contextos anónimos, quem é mais frágil acaba frequentemente rejeitado, já nas famílias é natural acolher: um filho portador duma deficiência, uma pessoa idosa necessitada de cuidados, um parente em dificuldades que não tem ninguém… E isto dá esperança. As famílias são lugares de acolhimento e ai de nós se deixassem de existir! Ai de nós! Sem famílias acolhedoras, a sociedade tornar-se-ia fria e inabitável. As famílias acolhedoras e generosas são de certo modo o calor da sociedade.

Papa Francisco encontra-se com Zakia Seddiki, viúva do embaixador italiano assassinado na República Democrática do Congo, Luca Attanasio, durante o Festival das Famílias no Vaticano, 22 de junho de 2022. EPA / Vatican Media.

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