Como quem ama

ao Mensageiro de Santo António

Como quem ama
Leio e releio
O nosso “Mensageiro”
E todo o meu ser proclama
Que é ele sempre o primeiro
Que mais me aproxima
Da minha eternidade desejada
Onde todo o meu ser rima
Com o Amor de Deus e com mais nada

E as formas mais alegres
E completas
As mais belas
E esbeltas
Como um hino
As que sonham e cantam os poetas
São formas (licor de luz)
Do Amor Divino

E então Santo António
Vem ter comigo
Com aquele olhar de Cristo
Que domou a tempestade
E ensina-me a traçar a linha reta
Que da terra me leva
À eternidade

(Embora o surdo apelo das raízes
Que teimam em prender-me
Manejando a saudade como um látego
Ao pó frágil e fino
Das minhas cicatrizes)

Foto da capa: Igreja de Santo António dos Olivais, em Coimbra, e estátua de Santo António que se encontra num dos altares laterais. Fotomontagem MSA 2022.

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