Descansar e escutar

Frei Paulo Fappanni. Foto MSA 2016.

Mergulhar na obra criadora de Deus e cuidar da “casa comum” abre o nosso coração ao louvor e à gratidão. Escutar e carregar o grito do pobre e da mãe terra saqueada e explorada, enche-nos daquela “santa” indignação, que motiva para um compromisso concreto de renovação e de respeito pelas criaturas e pela criação.

A Boa Nova da vida e da liberdade

Santo António servindo à mesa em Montepaolo. Sacristia da Igreja de Santo António dos Olivais, Coimbra. Foto Babo Ribeiro, 2013 | Arquivo MSA.

Depois do fracasso do seu “sonho” missionário, António de Lisboa achou por bem retirar-se no ermitério de Montepaolo para “reformular” a sua vida, porque os estudos e as escolhas realizadas não tinham sido suficientes para encontrar o sentido da existência e a alegria da vida.

Maria, mãe da Igreja

Fátima, 13 de maio de 2019. Foto EPA/PAULO NOVAIS.

A vida de Santo António foi continuamente iluminada e amparada pela Mãe de Deus e nossa Mãe, que deseja, ardentemente, como o Seu Filho Jesus, que todos os seus filhos cresçam, nesta terra no conhecimento das Sagradas Escrituras e acreditem em Jesus, nosso Salvador.

Enquanto há esperança, há vida

O Papa Francisco solta uma pomba branco, na praça perto das ruínas da Igreja Católica Siríaca da Imaculada Conceição (al-Tahira-l- Kubra), na cidade velha de Mosul, no norte do Iraque, a 7 de março de 2021. Foto EPA / Vatican Media.

Podemos mesmo afirmar que a visita do Papa ao Iraque foi uma antecipação da festa da Páscoa. Com efeito, se Páscoa significa passagem da escravidão para a terra da liberdade, caminhada da morte para a vida, então a presença dos cristãos no Iraque é um sinal luminoso da fé no Ressuscitado, que continua a gerar vida e vidas novas.

Prova de autenticidade

O tempo da quaresma é sinónimo de autenticidade. Na verdade, a quaresma é o “tempo favorável” para cuidarmos do nosso espaço interior a fim de reencontrar o essencial das nossas vidas, renovando a nossa relação com Deus, com os outros, nossos irmãos, e com a criação.

A cultura do cuidado

Alunos à porta da Escola Secundária José Falcão, no dia que assinala o regresso às aulas, com as regras no contexto de pandemia da Covid-19, em Coimbra, 17 de setembro de 2020. PAULO NOVAIS/LUSA

Um novo ano começou sem festejos e sem loucuras… Mas, como diz a sabedoria popular, nem todo o mal vem para nos causar mal. A pandemia que ainda estamos a viver, obriga-nos a refletir e a discernir. Oxalá saibamos percorrer os novos caminhos, despertando para uma nova esperança, nova vida!

Trevas e luz

Fátima, 12 de outubro de 2020 | Foto EPA/Paulo Cunha.

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz”.
Foi com estas palavras que o profeta anunciou a chegada de Deus ao meio dos homens, mergulhados nas trevas da escravidão, da miséria e da tristeza. Ontem como hoje. Sim, porque Deus já veio, já nos deixou a vacina para os nossos males e, agora, está a espera que nós a apliquemos. A nossa salvação depende certamente de Deus, mas Ele nunca faz nada sem o nosso consentimento e colaboração.

Sabedoria – Liberdade – Fortaleza

Veridicto do rei Salomão no Palácio do Doge, Veneza, Itália

Quando Salomão foi escolhido para governar o povo de Israel, pediu ao Senhor “Sabedoria para praticar a justiça” (cf: 1 Reis 3, 5.7-12). O Senhor ficou admirado e contente com …

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Falta de senso… ou aproveitamento?

Estátua de Frei Junípero Serra vandalizada, Palma de Maiorca, Espanha, 22 de junho de 2020.Foto EPA / Atienza.

Julgar a história passada com as categorias do presente pode levar a consequências funestas, em detrimento da verdade e da paz. Hoje, na nossa sociedade perturbada por vários vírus que …

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Santo António, a COVID-19 e nós

O título pode parecer caricato: o que tem a ver Santo António, que viveu há 800 anos, com o vírus que está a atacar a nossa humanidade, semeando pânico, dor e morte? Estamos no ano do Jubileu dos Santos Mártires de Marrocos e da vocação franciscana de Santo António: um evento que movimenta muitas pessoas e muitas instituições. Porém, mal havia começado, o programa ficou bloqueado, devido ao coronavírus. Só agora, no mês de junho (o mês de Santo António), é possível, depois de refletir sobre o acontecido, retomar os fios do programa enxertando-o no nosso quotidiano, ainda marcado pelas consequências do vírus. O que é, então, que Santo António nos quer sugerir nesta circunstância? Qual é a lição que podemos tirar desta paragem forçada devida à pandemia? A resposta surge, de forma indireta, da carta que o Papa Francisco enviou aos confrades de Santo António: Desejo – diz o Papa – que os franciscanos e os devotos de Santo António espalhados por todo o mundo experimentem a mesma santa inquietação que conduziu António a percorrer os caminhos do mundo para testemunhar, com a palavra e as obras, o amor de Deus. O seu exemplo de compartilhar as dificuldades das famílias, dos pobres e dos desfavorecidos, bem como a sua paixão pela justiça e pela verdade, possa despertar, ainda hoje, um compromisso generoso de entrega, como sinal de fraternidade. Penso sobretudo nos jovens: este Santo antigo, mas tão moderno e genial nas suas intuições, possa constituir para as novas gerações um modelo a seguir, de modo a tornar fecunda a caminhada de cada um. A lição que esta pandemia nos traz é dupla: a consciência da nossa fragilidade e a necessidade de juntarmos esforços para combater todo o género de vírus, não apenas os que atacam o corpo, mas também os que atingem a mente, a alma e o coração. É necessário mudar a nossa forma de viver e de nos relacionarmos. É necessário encontrar a verdadeira Sabedoria que vem do alto deixando-nos guiar por ela. Santo António, quando o barco que o transportava para realizar o seu desejo de ser missionário em Marrocos naufragou, não se revoltou contra a má sorte ou contra o Senhor, mas entendeu que, em vez de teimar no seu propósito de ser missionário, devia antes deixar-se conduzir por Deus seguindo a Sua vontade. Foi assim que se tornou missionário e que a sua vida se tornou fecunda. Portanto, também para nós: nenhum medo e nenhum desânimo, mas a certeza de que, em Cristo e como Ele disse, podemos vencer a batalha da nossa vida e do nosso mundo. n

O título pode parecer caricato: o que tem a ver Santo António, que viveu há 800 anos, com o vírus que está a atacar a nossa humanidade, semeando pânico, dor …

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