A entrevista de Maria João Avillez ao Papa Francisco

A entrevista de Maria João Avillez ao Papa Francisco é uma lufada de ar fresco.

A forma assertiva como aborda o tema dos abusos sexuais; o tema da guerra e o diálogo difícil, mas única via para a paz; o tema dos jovens; o tema da mulher na Igreja; a força do silêncio e da oração e tudo isto dito com profundidade, sabedoria e humor.

Por favor, abram a janela, deixem entrar o ar fresco e renovador do Espírito, alguns papeis vão voar pelos ares, certamente, mas a desarrumação é necessária para reencontrarmos a harmonia nas diferenças.

O nosso pastor caminha à frente, no meio e atrás, para que ninguém se perca no caminho.

Nas JMJ 2023, em Lisboa, virá o Papa, isso é certo: será Francisco ou João XXIV?

Algumas citações da entrevista:

“Às vezes há pessoas que dizem: “Sou muito religioso, muito religiosa, defendo os valores cristãos…”, mas é incapaz de viver em harmonia com a Igreja. Falta-lhe o Espírito Santo, tem ideologia religiosa, mas não tem o Espírito Santo”.

“E, além disso, a mulher está encarregada de conduzir a maternalidade da igreja, portanto, para eleger bispos é bom que haja mulheres que pensem como têm de ser os bispos, ou seja, a entrada das mulheres não é uma moda feminista, é um ato de justiça que culturalmente tinha sido posto de lado”.

“É a teologia do caminho: uns vão à frente a correr e outros para atrás. E o bom pastor, aquele que tem a função de pastor, o bispo, tem de se saber mover por entre o povo de Deus, tem de estar com os que estão mais à frente, tem de estar no meio e tem de estar atrás. Um pastor que está apenas num sítio não serve. Tem de falar com os que estão mais adiantados para marcar o ritmo, ajudá-los para que não se percam, e estar no meio para sentir o cheiro das pessoas, do povo, e estar atrás com os que estão mais renitentes à mudança e acompanhá-los”.

“Acredito sempre que, se dialogarmos, conseguimos avançar. Sabe quem não sabe dialogar? Os animais. São puro instinto. Se se deixar levar  por instinto puro… Por outro lado, o diálogo é deixar de lado o instinto e ouvir. O diálogo é difícil.
É difícil. Mas começa na família. Se na família não se dialoga, se na família há apenas gritos e discussões, as crianças não aprendem a dialogar”.

“Eu penso ir. O Papa vai. Vai Francisco ou João XXIV, mas o Papa vai (risos)”.
“Abram a janela, é o conselho que dou para se prepararem para as Jornadas da Juventude. Abram a janela. Vejam além do nariz, além. Olhem, abram, olhem para o horizonte. E alarguem o coração”.

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