A política necessária – O amor político

A política não deve submeter-se à economia e esta não deve submeter-se aos ditames e ao paradigma eficientista da tecnocracia… Não se pode justificar uma economia sem política, porque seria incapaz de promover outra lógica para governar os vários aspetos da crise atual… Penso numa política salutar, capaz de reformar as instituições, coordená-las e dotá-las de bons procedimentos, que permitam superar pressões e inércias viciosas (FT 177).

A partir do amor social é possível avançar para uma civilização do amor a que todos nos podemos sentir chamados. Com o seu dinamismo universal, a caridade pode construir um mundo novo, porque não é um sentimento estéril, mas o modo melhor de alcançar vias eficazes de desenvolvimento para todos (FT 183).

Por outro lado, é grande nobreza ser capaz de desencadear processos cujos frutos serão colhidos por outros, com a esperança colocada na força secreta do bem que se semeia. Ao amor, a boa política une a esperança, a confiança nas reservas do bem que, apesar de tudo, existem no coração do povo (FT 196).

Interesses económicos e geopolíticos bloqueiam o desenvolvimento e a paz, condenando à pobreza milhões de crianças. Poderá o amor social contaminar a política e converter as estruturas de poder em estruturas de serviço?

Crianças palestinas aguardam uma refeição cozinhada por Amel Abu Amra. Pobre como elas, Amel cozinha e distribui refeições através de donativos que angaria. Foto EPA/ Mohamed Saber, Gaza, 2021. Moedas de ouro, com mais de mil anos, descobertas na Cidade Velha de Jerusalém. Foto EPA/ Sabir Sultan, Jerusalém, 2020. Fotomontagem MSA.

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