Maria, mãe da Igreja

A figura de Maria marcou profundamente a vida de Santo António, ao ponto de um dos seus primeiros biógrafos afirmar:

Fernando recebeu o primeiro ensino das Sagradas Escrituras na igreja da Virgem Santa Maria, de tal modo que, ao longo da sua vida, a Mãe de Deus foi para ele uma poderosa protetora até ao fim da sua vida, quando quis morrer junto da igrejinha de Santa Maria “Mater Domini” e, já no leito da morte, recitou o hino “O gloriosa Domina” (Ó gloriosa Senhora), invocando a sua ajuda para lhe abrir a porta do Céu.

A vida de Santo António foi, portanto, continuamente iluminada e amparada pela Mãe de Deus e nossa Mãe, que deseja, ardentemente, como o Seu Filho Jesus, que todos os seus filhos cresçam, nesta terra no conhecimento das Sagradas Escrituras e acreditem em Jesus, nosso Salvador.

Maria esteve, desde o nascimento da Igreja – no Pentecostes – ao lado dos discípulos, preparando-os para receberem o Espírito Santo e acompanhando-os na fidelidade ao dom do Espírito, na comunhão com Jesus e com os irmãos.

É por isso que, ao longo destes dois milénios, Maria teve um papel importante na vida da Igreja: o de “recordar”, de forma viva e concreta, o mistério da nossa fé e da nossa salvação. Assim como o mistério da morte e ressurreição do Senhor foi transmitido pelo testemunho dos primeiros discípulos de Jesus, assim em cada tempo, pertence a nós manter vivo este mistério que é fonte de vida nova e garantia de ressurreição.

Está a aproximar-se a JMJ 2023 – Lisboa e a Igreja portuguesa, em boa hora, achou que a preparação melhor para este evento deveria ser feita na companhia da Mãe de Deus e sob a sua proteção. Não podia ser diferente, pois a Virgem Maria é padroeira e rainha da “Terra de Santa Maria”. Aqui, não estão em causa honras e títulos, mas simplesmente a docilidade às suas últimas palavras proferidas nos Evangelhos: “Fazei o que Ele vos disser”.

O que é que Jesus nos quer dizer hoje, neste período fustigado pela pandemia, pelo medo, pela desconfiança, pelo fecho das portas à esperança e pelo recuo nas nossas seguranças?

A ternura da Mãe de Jesus, que não se fechou na sua dor pela morte do Filho, mas ajudou os discípulos a “ver” as coisas de maneira diferente e a “ler”, conforme as Escrituras, os acontecimentos, nos ajude a cultivar um olhar diferente e nos acompanhe, acendendo em nós a chama da esperança e da alegria!

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