Jovens…e os santos da Christus Vivit

Chiara Badano

Chiara “Luce” Badano morreu com apenas 19 anos e o seu exemplo de fé e de coragem impressiona ainda hoje muitos jovens de todo o mundo.

Nascida na aldeia de Sassello, Savona, Itália, foi a filha muito desejada do casal Ruggero Badano, camionista, e Maria Teresa Caviglia, operária. Desde cedo que Chiara se revelou inteligente e comunicativa, mas de personalidade forte. Certo dia, a mãe pede-lhe que lave a louça. “Não, não quero!”– responde ela. E vai para o quarto. Logo depois volta e diz: “Como é aquela história do Evangelho, dos dois operários que devem ir à vinha e um diz que sim, mas não vai, e o outro diz que não, mas vai? Mamã, dê-me o avental”. E lava a louça.

Os pais deram-lhe uma formação cristã, assente na vivência familiar da fé e na comunidade paroquial. Aos 9 anos, Chiara participa no “Congresso gen3” do Movimento dos Focolares e o ideal da unidade “encaixa” perfeitamente na sua forma de viver, sempre conciliadora. O Evangelho, que lia regularmente, passou a ser algo a ser vivido no dia-a-dia, pois Chiara percebeu que, mais do que “falar” de Jesus, o importante era “entregar-se” a Ele. O seu diário testemunha bem esse seu propósito: “Uma amiga está com sarampo e todos têm medo de visitá-la. Com o consentimento dos meus pais, vou fazer com ela os deveres de casa para que não se sinta sozinha”.

Amante do desporto (gostava de patinar, nadar e jogar ténis), Chiara aprofunda, ao mesmo tempo, o seu espírito de serviço aos demais.

No final do verão de 1988, uma forte dor no ombro, sentida durante uma partida de ténis, foi o alerta para que algo de muito grave se passava. O diagnóstico era fatídico: osteossarcoma, um tumor ósseo maligno, à data incurável. Começam as terapias, mas não se veem melhoras; sempre que lhe caía um pedaço de cabelo devido à quimioterapia, em vez de chorar, dizia: “É por ti, Jesus. Se tu queres eu também quero!”.

Quando ficou acamada continuou a ajudar os seus amigos. Ao completar 18 anos, juntou todo o dinheiro que tinha e entregou-o ao amigo Gianfranco Piccardo, que partia em direção ao Benim, numa missão de construção de poços de água potável: “Eu não preciso deste dinheiro. Eu tenho tudo”.

Quando entrou para os Focolares, Chiara começou a corresponder-se com Chiara Lubich, fundadora do Movimento. Respondendo a uma dessas cartas em que a jovem relata o seu sofrimento, Lubich tenta animá-la: “Pensei num nome para ti: Chiara Luce [Clara Luz]; gostas? É a luz do ideal que vence o mundo. Eu to envio com todo o meu amor”.

Quando a jovem pressentiu que a morte estava a chegar, disse à mãe que era a hora de se preparar para o seu “casamento”. E assim fez: como qualquer noiva, escolheu os cânticos, o vestido e o penteado: “Não derramem lágrimas por mim. Eu vou para Jesus. No meu funeral não quero pessoas que chorem, mas que cantem forte”.

Na manhã do domingo, 7 de outubro de 1990, Chiara despede-se, dizendo à mãe: “Adeus: sê feliz, porque eu estou!” Antes havia dito: “Os jovens são o futuro. Eu não posso mais correr, mas quero passar a tocha para eles, como nas olimpíadas. Os jovens têm uma única vida e vale a pena usá-la bem!”.

Beatificada, em Roma, a 25 de setembro de 2010, pelo Papa Bento XVI, continua a ser uma “clara luz” a brilhar para os jovens de hoje.

Foto da capa: Chiara Luce Badano, Foto oficial, http://www.chiarabadano.org

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