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Santo António 1221

No ano de 2020 assinalaram-se os 800 anos da tomada de hábito franciscano (e mudança de nome) de frei António que, no final de 1220, partiu de Portugal para Marrocos para prosseguir a missão dos seus irmãos franciscanos que tinham sido martirizados em janeiro desse ano.

E será a partir de agora que frei António inicia um extraordinário percurso de missionação, mas muito diferente do que ele próprio preconizara. No entanto, nada ainda fazia prever o que iria acontecer nos próximos 10 anos da sua vida, que culminará com a sua canonização no dia 30 de maio de 1232.

Mas voltemos a 1221. Os primeiros meses do ano serão marcados pela doença que obriga frei António a regressar a Lisboa durante a primavera de 1221. A tradição refere que uma tempestade arrastou o barco em que seguia para a Sicília, no sul de Itália. Em Messina, foi acolhido pelos frades franciscanos, e já restabelecido participou no Capítulo-geral da Ordem, em Assis, marcado para o dia de Pentecostes de 1221. Com a presença do próprio São Francisco, o capítulo contou com a participação de mais de 3000 frades que aí acorreram com o desejo de conhecer o fundador, além de centenas de observadores, onde se incluía Domingos de Gusmão (futuro fundador da ordem dos Dominicanos). Este capítulo ficará conhecido como o capítulo das esteiras, pois a enorme multidão de participantes obrigou à construção de cabanas improvisadas onde dormiam em simples esteiras.

No final do capítulo, a 8 de junho de 1221, o (ainda) anónimo frei António foi acolhido por frei Graciano, provincial da Romanha (no norte de Itália) que o colocou no ermitério de Montepaolo (na cadeia dos montes Apeninos), uma habitação extremamente humilde, onde se alimenta de ervas do campo e de esmolas, numa solidão contemplativa e de dedicação ao trabalho braçal, celebrando missas e ajudando nos serviços domésticos.

Esta é a vida de frei António em 1221, que evocamos 800 anos depois, mas que, mais uma vez, irá tomar um rumo completamente diferente nos anos seguintes.

Na verdade, os últimos 10 anos da vida de Santo António serão extraordinários, o que nos permitirá evocar nos próximos 10 anos este Santo que 800 anos depois se tornou num dos principais santos da igreja e uma referência cultural a nível mundial.

Foto da capa: Vida de Santo António de Pádua, Folheto, Séc. XX. MA.IMP.0032

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