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Encerramento do Jubileu dos 800 anos dos Mártires de Marrocos e de Santo António

Encerra, no próximo domingo, dia 17 de janeiro de 2021, com a Eucaristia às 12:00, em Santo António dos Olivais, o Jubileu 2020, dedicado aos primeiros mártires franciscanos e a Santo António, que quis seguir o seu exemplo de testemunhas do Evangelho da libertação e da Caridade.

No Mosteiro de Santa Cruz, o Encerramento do Ano Jubilar com o Fechamento da Porta Santa decorrerá no dia 17 de janeiro de 2021, às 18:00 horas, com a presença do bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes. Ambas as celebrações serão transmitidas através das redes sociais.

Os objetivos do Jubileu eram arrojados e o programa extenso e bem preparado. Pretendia-se renovar a Diocese de Coimbra, e não só, dando a conhecer as figuras dos Santos Mártires de Marrocos e de Santo António e proporcionando iniciativas que levassem a uma conversão de vida, seguindo o exemplo destes santos franciscanos.

Dizia o bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, na Nota Pastoral de abertura do ano jubilar:

O Papa Francisco concede-nos a graça de celebrar este Jubileu. Esperamos que o Ano Santo constitua uma forte motivação para revigorarmos a fé em que Santo António acreditou; entusiasmarmo-nos para o anúncio do Evangelho que ele proclamou; agirmos para edificar a Igreja que ele amou e trabalharmos para fundamentar, em alicerces firmes, a sociedade que influenciou, com a sua vida e a sua doutrina,

Depois de um começo promissor, o Ano Santo teve que enfrentar todas as limitações que a pandemia do coronavírus impôs e, por isso, muitas iniciativas programadas tiveram de ser cance-ladas ou realizadas em formato digital.

Pela nossa parte, achamos que este acontecimento, que tanta dor e sofrimento trouxe a toda a humanidade, não prejudicou o Jubileu, mas deu-lhe uma oportunidade para carregar o sofrimento dos irmãos e para encontrar novas forma de comunicação e de evangelização.

Sobretudo, aprendemos a deixar que seja o Senhor a orientar os nossos caminhos, sem exigir que seja Ele a “respeitá-los”. Exactamente como aconteceu com Santo António que, querendo ser missionário e dar a vida pelo Evangelho, viu-se lançado, autêntico naufrago, nas praias da Sicília. Desta forma, entendeu que devia “escutar como escutam os discípulos” e deixar que fosse o Senhor a indicar-lhe o caminho. Assim aconteceu, até se tornar confessor, pregador e doutor do Evangelho da paz, da justiça e do amor, que todos conhecemos.

Apesar da pandemia, o Jubileu realizou celebrações vivas e significativas, colóquios importantes sobre os Mártires de Marrocos e sobre Santo António, a atualização para os dias de hoje da palavra e da vida de Santo António através dos “Diálogos com António 2020”, publicações e acções culturais de relevo, como a Exposição Jubilar “De Fernão se fez António” e, por fim, a campanha solidária “Cabo Delgado quer Paz”.

É tempo de darmos graças e permanecermos unidos no caminho da justiça e da fraternidade.

Foto da capa: Porta Santa do Jubileu dos 800 anos dos Mártires de Marrocos e da Vocação Franciscana de Santo António, na Igreja de Santo António dos Olivais, em Coimbra, lugar onde Santo António tomou o hábito franciscano, há 800 anos.

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