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Dom Pedro Casaldáliga

Faleceu, no passado dia 8 de agosto, o profeta da esperança, D. Pedro Casaldáliga, bispo emérito de S. Félix do Araguaia, Mato Grosso, Brasil.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil publicou este comunicado: “Dom Pedro marcou a sua vida pela solidariedade em relação aos mais pobres e sofridos, fazendo de seu ministério, sua poesia e sua vida um canto à solidariedade. Preocupado em “nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar e, sobretudo, nada matar”, contempla agora o Deus da Vida, a quem buscou servir em cada pobre, em cada sofredor”.

Pouco tempo antes, tendo já que conviver com o seu “irmão Parkinson”, Dom Pedro confessava: “Contemplo o caminho percorrido com arrependimento por certos disparates e por certas infidelidades e olho esse querido planeta dos filhos e filhas de Deus com uma entristecida ternura por tudo o que há de sofrimento e de busca; às vezes enlouquecida”.

Dom Pedro Casaldáliga nasceu no dia 16 de fevereiro de 1928, na Catalunha. Em 1943, ingressou na Congregação Claretiana e, em 1952, foi ordenado sacerdote. Ao chegar no Brasil, em 1968, junto com Pe. Manoel Luzón, CMF, ajudou a fundar a Missão Claretiana no Estado do Mato Grosso, que na época era uma região com um alto grau de analfabetismo, marginalização social, violência e concentração fundiária. Aí fixou residência e foi defensor ativo dos Direitos Humanos e das grandes causas indígenas.

Em 1971, foi nomeado Bispo Prelado de São Félix do Araguaia pelo Papa Paulo VI. Neste mesmo ano publicou a Carta Pastoral Uma Igreja na Amazônia em Conflito com o Latifúndio e a Marginalização Social denunciando a situação de miséria e violência na região Amazônica. Dom Pedro teve seu nome ligado à Reforma Agrária, à denúncia da escravidão moderna e à defesa dos povos indígenas.

Para saber mais visite https://claretiano.edu.br/dompedro.

Dom Pedro Casaldáliga foi um defensor ativo dos Direitos Humanos e das grandes causas indígenas.
Dom Pedro Casaldáliga foi um defensor ativo dos Direitos Humanos e das grandes causas indígenas. Foto Comissão Pastoral da Terra

Vento do Espírito

Espírito que sopra onde quer, livre e libertador,
vencedor sobre a lei, o pecado e a morte … Vem!

Vento do Espírito que alojou
no ventre e no coração de uma cidadã de Nazaré… Vem!

Vento do Espírito que se apoderou de Jesus
para enviá-lo a anunciar boas novas aos pobres
e liberdade aos presos… Vem!

Vento do Espírito que carregou para longe no Pentecostes
os preconceitos, os interesses e os temores dos Apóstolos
e abriu as portas do Cenáculo
para que a comunidade dos seguidores de Jesus
fosse sempre aberta ao mundo, livre na sua palavra
coerente no seu testemunho
e invencível na sua esperança … Vem!

Vento do Espírito que sempre carrega para longe os novos temores da Igreja
e queima nela todo poder que não seja serviço fraterno
e a purifica com a pobreza e o martírio … Vem!

Vento do Espírito que reduz a cinzas a arrogância, a hipocrisia e o lucro
e alimenta as chamas da Justiça e da Libertação
e que é a alma do Reino … Vem!

Vem, ó Espírito, porque somos todos vento no teu Vento,
vento do teu Vento,
portanto eternamente irmãos.

Dom Pedro Casaldáliga

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