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As relíquias de Santo António na Igreja em Lisboa

A presença de relíquias de Santo António na sua igreja em Lisboa, local onde nasceu, assume uma importância acrescida para a afirmação deste santuário na devoção antoniana.

Referências antigas mencionam a presença de um cofre de prata dourada com “um pedaço do casco, inda com cabelo do circilo” que o infante D. Pedro, filho de D. João I, trouxera em 1428 das suas peregrinações (Agiológio Lusitano, 1666). Para alguns autores, esta relíquia surge representada nas mãos de Pêro de Serpa nos Painéis de São Vicente de Fora de Nuno Gonçalves.

Há ainda referências a parte de um braço que seria mais tarde completado com outro pedaço trazido por D. Sebastião, em 1570, referências não confirmadas em notícias posteriores.

Certa é a oferta de um dedo do Santo obtido da república de Veneza pela rainha D. Margarida de Áustria (mulher de Filipe II de Portugal), em 1609, e colocada numa rica custódia de ouro. Esta relíquia desapareceu no dia 8 de junho de 1718, conforme noticiado na Gazeta de Lisboa nº 24, de 16 de junho de 1718, que anunciava que D. José prometia por editais públicos “um conto de réis a quem descobrir esta santa relíquia e a pessoa que a furtou”.

O incremento da devoção ao longo do século XIX e início do século XX é acompanhado pela oferta à igreja de Santo António, em 1938, de um fragmento do osso da face, atualmente na cripta da igreja, e em 1981, de um pedaço de dedo, colocado em relicário de prata que é apresentado apenas em ocasiões muito especiais.

Mais antiga é a maior relíquia do Santo existente em Portugal e que se guarda na Igreja de Santo António. Composta por parte do braço, deverá ter sido oferecida pelos paduanos à República de Veneza, em 1652, com esperança da proteção dos ataques turcos. Anos mais tarde, esta relíquia será oferecida à imperatriz Ana de Áustria, que acabou por oferecê-la a uma princesa portuguesa que, por sua vez, a doou à Companhia de Jesus. A relíquia permaneceu no relicário de São Roque até 1951, ano em que foi entregue à Igreja de Santo António, conservando-se no altar-mor desta igreja desde então.

Há muitas outras referências a relíquias de Santo António em Portugal, algumas cuja memória se foi esbatendo, de onde se destacam as que existem em Santa Cruz e Santo António dos Olivais em Coimbra, um dente de Santo António oferecido, em 1616, a Frei Luis Mendes de Vasconcelos pelo rei de França Luis XIII que estava na Abadia de Bertiandos, uma parte do hábito do Santo que existia no Convento dos Carmelitas Calçados em Lisboa, uma tigelinha de madeira por onde Santo António bebia referenciada no Convento da Madre de Deus ou cartas escritas por Santo António e que faziam parte do acervo da Casa de Bragança. Referência ainda a um pedaço de papel manuscrito por Santo António e que era guardado como preciosa relíquia no Hospício do Santo Cristo de Fraga, no bispado de Viseu, junto à Senhora da Lapa.

Por último, a relíquia oferecida por Pádua à cidade de Lisboa em 1968, um pedaço do braço de Santo António colocado em relicário-busto, e que sai todos os anos a 13 de junho na procissão de Santo António que percorre as ruas de Alfama.

Relíquia que está no altor mor
Relíquia que está no altor mor
Relíquia que está na cripta
Relíquia que está na cripta
Relíquia que é exposta em ocasiões especiais
Relíquia que é exposta em ocasiões especiais

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