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Para uma vida na alegria

Sou o Frei Ângelo e acabo de regressar de um “campo para adolescentes”, em Assis, que se realizou no convento da Basílica de São Francisco, juntando um grupo de frades e freiras franciscanas, cerca de 150 jovens (14-17 anos) e os seus animadores, provenientes de várias partes de Itália. São Francisco, Santa Clara e Carlo Acutis (um jovem que morreu, em 2006, com 15 anos e está em processo de beatificação) serviram-nos de guia em direção ao amigo que nunca falha e a tudo dá sentido, plenitude e alegria, o Senhor Jesus.

Foi grande nos jovens a admiração em relação à nossa vida e à nossa vocação de frades e freiras franciscanos. Ficaram admirados pelo acolhimento familiar e simples, pela alegria e disponibilidade, pelo modo de rezar e cantar ao Senhor; pelo programa exigente e “alto”, que, precisamente por isso, se revelou “muito belo”!

De facto, São Francisco veio ao mundo com natural disposição para a alegria. A graça não sufocou aquilo que a natureza nele tinha realizado. Já o primeiro chamamento a ser cavaleiro de Cristo fez germinar no seu coração uma tal alegria que “não se podia conter” (1Cel 7). Quanto mais o desígnio de Deus ganhava forma, mais vivia o seu amor por Cristo, cuidando dos leprosos, reconstruindo as igrejas em ruína e por fim abandonando toda a propriedade terrena. A altíssima pobreza, abraçada livremente por amor de Cristo, foi para ele uma fonte inexaurível de puríssima alegria.

Tanta era a sua alegria, que parecia tivessem descoberto um magnífico tesouro na fazenda evangélica da senhora Pobreza, por amor da qual se tinham generosa e espontaneamente libertado de toda a posse material, considerando-a da mesma forma que o lixo.

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Daqui o seu amor pelo canto e pela música. Os hinos e os cânticos por ele compostos, os Louvores de Deus Altíssimo, O Cântico das criaturas, A saudação da bem-aventurada Virgem Maria, o Sanctus, são testemunhos da sua alma enamorada e cheia de alegria no Senhor. “No canto do espírito procedeu desta vida à eternidade” (1Cel 109).

A alegria era verdadeiramente o clima que caracterizava o primeiro núcleo franciscano: alegria na pobreza, alegria na natureza, alegria na fraternidade. Nenhum peso é tão grave ao ponto de poder oprimir a nossa alegria.

Para os filhos de Deus existe um só motivo de tristeza: o pecado. (cf. Adm 11). E também aqui existe para nossa consolação a graça de Deus que é mais forte que a nossa fraqueza (cf. 1Jo 1,3).

São Francisco sabia que o homem tem necessidade da alegria… e os seus frades deviam ser “os alegres malabaristas do Senhor, que deviam elevar os corações dos homens e conduzi-los à alegria espiritual” (Esp.Perf 100).


Frei Ângelo

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