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3º domingo da Páscoa – 10:00h

AS IGREJAS NUNCA FECHAM, PORQUE A IGREJA SOMOS NÓS.

Evangelho e Homilia do Frei Domingos

A Paróquia de Santo António dos Olivais, em Coimbra, transmite em directo, às 10:00 horas de cada domingo, a missa dominical concelebrada pelos freis. Este domingo houve uma falha elétrica que cortou a transmissão, precisamente na altura da homília. A homilia foi gravada posteriormente e o vídeo da missa depois de editado, está de volta, sem a parte que ficou comprometida.

Continuamos a viver a Páscoa em comunhão, rezando uns pelos outros e fortalecendo a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade.

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O CAMINHO DO RESSUSCITADO

Caminhar juntos e escutar

A página evangélica do episódio dos discípulos de Emaús é uma forte interpelação para nós cris-tãos, discípulos de Jesus Ressuscitado.  De certa forma, somos todos envolvidos nesta caminhada, que de Emaús nos reconduz a Jerusalém, e na missão de levar o anúncio aos outros, oferecendo-lhes a consolação das Escrituras e o convi-te a participar na fração do pão. 

Na narração, porém, é muito evidente que há uma sequência lógica a seguir neste caminho. Não é possível começar por convidar todos à Missa, mas com o caminhar juntos, escutando a história pessoal de cada um e a sua esperança secreta, talvez, frustrada. Assim deve fazer a Igreja com todos os povos e as suas culturas. É necessário tornarmo-nos próximos, amigos, saber escutar, sem a pressa típica daqueles que querem comunicar modelos de eficiência mundana, que se conjugam mais com os da produção industrial do que com aqueles de Jesus e do Pai. 

É preciso alargar muito o espaço da missão da Igreja, para nos inteirarmos de muitas coisas: mesmo antes da evangelização, há uma caminhada de diálogo e de verdadeira cordialidade que é necessário fazer juntos; há que aprender uma língua que permita entender-se; há uma caminhada de amizade e de mútua confiança. As pessoas, nem sempre estão dispostas a partilhar as suas tristezas. E não se trata, apenas, de ter paciência, mas de querer chegar verdadeiramente à pessoa que está diante de nós, conscientes de que também o Senhor ressuscitado está a caminhar com ela. É preciso que o “serviço” da Palavra preceda o do Pão. Então os nossos olhos abrir-se-ão e, ao partir o Pão, Jesus ressuscitado tornar-se-á “visível” a todos os convidados! Por isso, é preciso: contemplar, saborear, personalizar, orar. 

(Francesco Rossi de Gasperis, em Sentieri di vita. Milão) 

PALAVRA DO SENHOR

Domingo de Páscoa – ANO A

Act 2, 14. 22-33 
Salmo: 15 (16)
1 Pd 1, 17-21
Lc 24, 13-35 

O tema do caminho está presente nas três leituras deste domingo. 

A ressurreição de Cristo é profetizada pela mudança operada por Deus do caminho de morte do fiel em caminho de vida (1ª leit. – Salmo 15); a fé em Cristo ressuscitado nasce nos dois discípulos de Emaús durante um caminho que não é apenas geográfico, mas espiritual, e que atravessa a desilusão e a dúvida, o vazio e o cepticismo (Evang.); a fé em Cristo ressuscitado dá origem a um tipo de presença cristã no mundo, descrita como “saída”, caminho no temor e na esperança, cami-nhO em terra estrangeira (2ª leit.). 

Para os discípulos de Emaús, o encontro com o Ressuscitado marca a passagem da demissão à missão e torna-se a história de uma recriação. Os seus ouvidos escutam a explicação da Escri-tura, o seu coração é reanimado e aquecido, os seus olhos abrem-se, a sua palavra reencontra capacidade de comunicação e de comunhão, as suas pessoas reencontram a coragem da relação e da esperança. E encontram a força de regressar à comunidade que haviam abandonado. 

É na Igreja que é possível fazer experiência de ressurreição, participando espiritualmente na vida do Ressuscitado.

(Luciano Manicardi – prior do Mosteiro de Bose) 

A Oração do domingo

Senhor Jesus: 

Como compreendo a tristeza dos discípulos de Emaús e a sua dificuldade em entender os caminhos de Deus! Quantas vezes, também eu experimento estes sentimentos, quando os meus sonhos se evaporam e a esperança dá lugar à frustração… 

Como é possível admitir que o Filho de Deus possa cair nas mãos dos seus adversários e que seja crucificado e morto entre dois malfeitores? 

Como é possível que, depois de fazermos o bem e de cumprirmos todas as leis e os mandamentos, possamos cair na desgraça e na miséria? 

Senhor, explica-me também a mim, como fizeste aos dois, o sentido das Escrituras e da Vida, para eu ficar com o coração aquecido, com a vida cheia de alegria e com a vontade de comunicar a tua presença luminosa aos outros. 


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