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A Força da Palavra

No princípio era a Palavra…

Fiat Lux Faça-se a luz e a luz apareceu… Gn 1,1

A força criadora da Palavra…

António, o doutor evangélico, conhecia profundamente a Palavra de Deus presente na Bíblia e na natureza, sem a tornar complicada.

A sua palavra arrastava multidões, sobretudo os pobres e os simples… mas também criava inimizades e resistências, pois não se coibia de criticar duramente os males do seu tempo, entre os quais a usura, ou os pregadores que gostavam mais de se ouvir a si próprios do que ser dóceis à escuta da Palavra, antes de a proclamar aos outros.

Neste Diálogo com António procuramos atualizar a relação que António tinha com a Palavra presente na Bíblia e na Criação. É um diálogo conduzido por Secundino Correia, coordenado por Juan Ambrosio, docente na Faculdade de Teologia da Universidade Católica, em Lisboa. Com a participação de Frei José António Correia Pereira, diretor da Editorial Franciscana e José Carlos Carvalho, membro da Comissão que está a fazer a nova tradução da Bíblia para português a partir dos textos originais em hebraico, aramaico e grego.

Santo António estudou em Coimbra, no Mosteiro de Santa Cruz, uma das melhores escolas da Europa do século XIII. Aqui estudou filosofia, ciências, teologia, os Padres da Igreja e, sobretudo, as Sagradas Escrituras, que aprendeu de cor (com o coração). Foi um dos homens mais cultos do seu tempo como o atestam a coletânea dos Sermões escritos que deixou e como foi reconhecido pela Igreja, quando, em 1946, Pio XII o proclamou Doutor Evangélico.

A sua palavra, sempre alicerçada nas Sagradas Escrituras e alimentada pela oração, penetrava fundo no coração dos pobres e inquietava os poderosos.Neste Diálogo com António sobre “A força da Palavra”, vamos falar do poder criador da Palavra, a Palavra de Deus, a palavra dos escritores e poetas, mas também a palavra que nos constitui como humanos e que está na base de toda a relação. E quando a palavra se cala, se empobrece, ou se transforma em veículo da mentira, é sempre a animalidade que, de novo, espreita e nos ameaça.

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