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Mudança de vida

Feliz Ano novo, Ano de júbilo, de esperança e de mudança!

Exulta, ó feliz Lusitânia; regozija-te, feliz Pádua, porque a terra e o céu vos deram um homem que, qual astro luminoso, não menos brilhante pela santidade da vida e pela insigne fama dos milagres do que pelo esplendor da doutrina, iluminou e continua a iluminar todo o universo!
Foi assim que o Papa Pio XII, em 1946, declarou Santo António “Doutor da Igreja”. Na verdade, Santo António, nascido em Lisboa, formado e ordenado sacerdote em Coimbra, franciscano em Santo António dos Olivais, missionário e evangelizador em Itália e França, sepultado em Pádua e aclamado “Santo de todo o mundo”, já tinha sido considerado, muito antes, mestre de fé e de vida.

O “Jubileu 2020” nasce a partir de um momento crucial da vida de António, que determina o resto dos seus dias na terra e fixa a sua memória para a eternidade: a sua mudança de vida, como homem e como cristão, graças ao testemunho do martírio dos primeiros franciscanos, enviados por Francisco de Assis, em Terras de Marrocos.

A nossa revista, que tem a sua origem e inspiração em Santo António, sente-se particularmente feliz e exulta com a Diocese de Coimbra por este Ano Jubilar, que confirma a grandeza da sua figura, a vitalidade do seu ensinamento e a perene presença “amiga e consoladora” do Santo de todo o mundo.

Para acolher o Evangelho (boa notícia) é preciso converter-se. Assim disse Jesus, assim fizeram os Mártires de Marrocos, assim fez Santo António.

O mundo precisa de uma mudança radical. A nível do planeta Terra, é urgente repensar a economia mundial; a nível social, é necessário enfrentar problemas − antigos, mas hoje particularmente atuais − como os direitos da pessoa humana e o fenómeno das migrações; a nível das Igrejas e das religiões, é precisa uma nova consciência da fraternidade humana e da necessidade de caminhar em direção ao único Deus, por meio do diálogo e da colaboração.

Santo António e os Mártires de Marrocos irão ficar felizes ao verem que esta iniciativa não tem como finalidade enaltecer as suas figuras ou a nossa vaidade, mas unicamente louvar, agradecer e bendizer ao nosso Deus, “que é a plenitude do bem, todo o bem, o bem completo, o verdadeiro e sumo bem” (S. Francisco, 1R, 23).


Foto da capa: Vestição de Santo António, painel de azulejos na sacristia da Igreja de Santo António dos Olivais de Coimbra, Foto MSA.

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