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Jovens… e Padre Américo Obra (e) exemplo

Tinha previsto iniciar este novo ano de 2020 com uma reflexão sobre o tema da santidade, introduzindo, desse modo, uma série de reflexões em torno de alguns “jovens santos” propostos à nossa reflexão pelo Papa Francisco na sua Exortação Christus Vivit (também como “preparação espiritual” das JMJ Lisboa 2022, cada vez mais próximas). Mas a Providência Divina surpreendeu-me com a feliz notícia de que a figura de Padre Américo Monteiro de Aguiar, também conhecido por “Padre Américo” ou mesmo “Pai Américo” estava definitivamente a caminho dos altares, pois tinham acabado de ser reconhecidas pelo Vaticano as “virtudes heroicas” em ordem à sua beatificação, penúltimo passo no processo da sua tão esperada e desejada canonização. 

A notícia encheu de alegria e satisfação muitos milhares que o conheceram de perto ou tiveram contacto com alguma dimensão da sua multifacetada “Obra”. Com efeito, o seu nome e memória declinam-se na “Sopa dos Pobres”, nas “Colónias de Férias do Garoto da Baixa” (de Coimbra), nas “Casas do Gaiato” e nesse seu sonho (lamentavelmente só concretizado um ano após o seu falecimento − 1957) chamado “Calvário”, assim como nas casas do “Património dos Pobres”.

Mas, além desta face “social” (cuja história podemos conhecer no renovado site da “Obra da Rua” − https://www.obradarua.pt/), há um outro lado, o “literário-teológico”, constituído pelos seus artigos publicados no jornal O Gaiato (por ele fundado e ainda hoje ativo, que desde a primeira edição é o “espelho” da sua Obra). Estes artigos foram, entretanto, compilados e publicados nos 18 volumes trazidos à luz pela Editorial da Casa do Gaiato.

Porque dedicou a sua vida à educação e formação integral dos jovens (particularmente rapazes das ruas e becos – os “Barredos” – de Coimbra, Porto e Lisboa…), a sua “obra de rapazes, para rapazes, pelos rapazes” e o seu pensamento constituem não só referências histórico-pedagógicas que convém conhecer, mas também, e sobretudo, um verdadeiro manancial de inspiração (mesmo volvidos já 80 anos da sua fundação) a que não podemos deixar de recorrer. 

D. Manuel Linda (bispo da diocese onde Pai Américo nasceu e morreu e que, reagindo à notícia, o definiu como um “espinho na nossa própria consciência”) e D. Américo Aguiar (responsável pela organização das JMJ Lisboa 2022) registaram a intenção e oportunidade de associar esta figura às próximas JMJ… Assim sendo, talvez seja pertinente que aquela minha ideia inicial tenha precisamente aqui a sua primeira etapa. Assim seja!

Votos de um bom e santo ano!

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