É na oração que o Senhor me guia e instrui

Frei Samuel Marie de Revière nasceu a 2 de junho de 1981, no lugar de Croix, Lille, França, primogénito de dois filhos de uma família cristã. No passado dia 15 agosto, com 38 anos, renovou os votos de pobreza, castidade e obediência na igreja de S. Boaventura de Narbona, França.

Em que contexto nasceu o teu chamamento à vida religiosa?

Foi na idade de 22 anos, durante uma peregrinação a Lourdes e prestando serviço aos doentes que tomei consciência da minha vocação. Terminados os estudos, em 2013, entrei no convento de Cholet dos franciscanos, para viver primeiro um tempo de acolhimento e depois o postulantado.

O que é que te seduziu e ainda mais te atrai na figura de S. Francisco e no estilo de vida franciscano?

A simplicidade do evangelho num caminho de vida de total abandono e entrega. Francisco é para mim um extraordinário mestre espiritual: influenciou para sempre o meu modo de rezar, o meu “trabalho”, a minha missão de religioso que procuro viver quotidianamente como um dom de amor.

Como Jesus, Francisco foi sensível à condição dos marginalizados, dos pobres e dos esquecidos da sociedade; a sua, foi uma existência dada aos outros e à Igreja que eu quis imitar e que todos os dias desejo seguir com todo o meu ser.

Quais foram as alegrias e as descobertas ao longo destes anos de vida comunitária e de formação?

O ano de noviciado em Assis, foi certamente o ano mais belo que pude viver durante estes 4 anos de vida religiosa. Vivi com frades de diversas proveniências nos mesmos lugares onde Francisco viveu. Foram importantes os momentos de oração e fraternidade partilhados numa atmosfera de alegria e de paz. O noviciado foi um tempo precioso para me conhecer, para aprender a acolher as minhas fraquezas, enfrentar os medos e sofrimentos escondidos no meu passado. Foi um tempo que me ajudou a construir um presente e um futuro sereno e alegre juntamente com os meus irmãos de comunidade e sempre na presença do Senhor.

Chegaste, há algum tempo, à comunidade dos frades menores conventuais de Narbona, no convento São Boaventura. O que significam para ti este lugar e a figura de São Boaventura?

Este lugar está ligado ao início da nossa Custódia e presença em França. Está também ligado a frades que marcaram o meu caminho pessoal, como frei Emídio, frei François, frei Bernard…

Este lugar e São Boaventura encorajam-me a continuar a obra começada, inspirando alegria à minha oração, ao meu trabalho e à minha missão, fortalecendo-me no discernimento e na contemplação.

Como podemos ser hoje “sal da terra e luz do mundo”?

Regressando e confiando incessantemente no Senhor, iluminando a vida dos homens, tornando-a menos triste, menos dispersa; procurando despertar o gosto de viver a quantos o perderam, oferecendo novo sabor às suas vidas. Estar em simplicidade ao lado das pessoas que encontramos, ajudá-las a valorizar as suas qualidades, a desenvolver as suas potencialidades, sem ver somente o mal presente em cada um, mas maravilhar-se sempre pelo bem!

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