OUTUBRO 2019: um mês extraordinário dedicado à Missão

Hoje, é necessário um novo impulso na atividade missionária da Igreja para enfrentar o desafio de anunciar Jesus morto e ressuscitado.

“Estamos a chegar ao fim e a impressão que dá é que a gente não começou.”

A Igreja Católica vai viver, a partir de 1 de outubro, um “Mês Missionário Extraordinário”, por decisão do Papa, para promover comunidades abertas e dispostas a anunciar a sua fé.

“Não temamos empreender uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal para a evangelização do mundo atual e não para a autopreservação”, refere, na carta de convocação deste Mês Missionário Extraordinário.

Em Portugal, esta iniciativa foi precedida, desde outubro de 2018, por um Ano Missionário especial em todas as dioceses do país, com um convite da Conferência Episcopal para “ir até uma outra paróquia, uma outra diocese, um outro país em missão, para sentirmos que somos chamados por vocação a sermos universais”.

Na reta final da iniciativa, D. António Couto, bispo de Lamego, considera ser necessário ter a consciência de que há muito por fazer para construir, como o Papa Francisco pede, “uma Igreja que caminhe”, ao lado de todos.

“A docilidade, a franqueza, as portas abertas, isso é o mínimo que nós podemos fazer. Acho que não fizemos o nosso trabalho de casa”, referiu à Agência ECCLESIA o prelado, conferencista nas Jornadas Missionárias 2019 que decorreram em Fátima, entre sábado e domingo.

D. António Couto lamenta algum distanciamento das comunidades católicas face a este Ano Missionário: “Estamos a chegar ao fim e a impressão que dá é que a gente não começou”, aponta.

Na Nota Pastoral Todos, Tudo e Sempre em Missão, a Conferência Episcopal Portuguesa defende a necessidade de passar de uma “pastoral de mera conservação” para “uma pastoral decididamente missionária”.

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