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Os jovens… a caminho da JMJ 2022

“Desejo que haja uma grande sintonia entre o itinerário para a JMJ de Lisboa e o caminho pós-sinodal.”  Foi nestes termos que o Papa Francisco, falando aos cerca de 250 jovens participantes do  XI Fórum Internacional da Juventude (ocorrido em Roma, entre 19 e 22 de junho passado) concretizava a sua ideia fundamental quanto ao “caminho a fazer-se” neste período entre a realização do último Sínodo e as próximas Jornadas Mundiais da Juventude, entretanto anunciadas para Portugal (em 2022).

Ora, para que esta “grande sintonia” seja possível, Francisco sugere Maria como o grande “fio condutor” temático das próximas três JMJ: em 2020 e 2021, anos em que as mesmas serão vividas a nível diocesano, os temas serão, respetivamente, “Jovem, eu te digo, levanta-te!” (Lc 7, 14) e “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” (Act 26, 16). Em 2022, ano que em celebraremos em Portugal (a nível mundial) a 37.ª JMJ, o tema será, por sua vez, “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39). Está, assim, apresentado o “roteiro temático” que há-de inspirar todas as demais iniciativas e opções (pastorais, logísticas, etc…) a levar a cabo na preparação e vivência destas Jornadas: “Não ignorem a voz de Deus, que impele a levantar e seguir os caminhos que Ele preparou para vocês. Como Maria, e junto com ela, sejam portadores da sua alegria e do seu amor, todos os dias”.

A JMJ 2022 em Portugal “já mexe”…

Na sequência do anúncio oficial da realização das JMJ 2022 no nosso país, logo se fizeram notar na comunicação social as (habituais) notícias (e respetivas “especulações”) sobre quais os “impactos” (ambiental, estrutural e económico, sobretudo) que um evento como estes terá para Lisboa/Portugal. É justo reconhecer que este será mais um “megaevento” a ter o seu palco principal naquela cidade, e que, a concretizarem-se as previsões, significará um número muito próximo (ou mesmo superior) de participantes face a anteriores “megaeventos” ali recentemente realizados: Capital Europeia da Cultura (1994), Expo’98 (1998), Campeonato da Europa de Futebol (2004), Web Summit (2016, 2017, 2018) e Festival Eurovisão da Canção (2018).

Não obstante, e sem (aparentemente) se deixar perturbar por estes “ruídos”, o Comité Organizador da JMJ (COL), presidido pelo cardeal-patriarca de Lisboa e liderado por dois coordenadores-gerais entretanto nomeados para o efeito (D. Joaquim Mendes, para a parte pastoral, e D. Américo Aguiar, para a logística) já começou oficialmente o seu trabalho, reunindo, pela primeira vez, a 28 de julho, com os representantes das demais dioceses portuguesas. Neste encontro foram já dados alguns passos no que respeita à preparação “logística” do encontro: a abertura dos concursos para criação do logótipo e do hino e, numa vertente mais “ecológica”, a manifestação da vontade de que o respeito pelo meio ambiente seja “um marco” destas Jornadas. Fazendo eco dos desafios lançados pelo Papa Francisco na Encíclica Laudato Si, D. Américo Aguiar expressou o desejo de que “a Jornada Mundial da Juventude seja ícone, seja uma referência, um marco para tudo aquilo que possa desenvolver e colocar ao serviço de todos” em relação “ao respeito pela ecologia”. Mais: esta JMJ “terá de ser, obrigatoriamente, significativa e exemplar no que diz respeito ao cuidado pela casa comum e a sinais muito significativos, da parte dessas centenas de milhares de jovens” que nela participarão.

…e faz mexer…

Mas não é apenas no plano “logístico/estrutural” que se nota que as coisas ”já mexem”… Tal como também sublinha D. Américo Aguiar, “Maria pôs-se a caminho junto das necessidades do outro, é isso que o Papa nos pede, nós jovens sejamos sensíveis de nos colocarmos imediatamente a caminho daquilo que são as necessidades dos outros. E todos os dias vemos como são urgentes pôr-nos a caminho dos irmãos e das irmãs nas necessidades da vida”. Assim, já se sabe que no Domingo de Ramos (Dia Mundial da Juventude) do próximo ano, a 5 abril, o Patriarcado de Lisboa receberá os símbolos da Jornada, a Cruz e o ícone de Maria, um momento simbólico de grande relevo, pois o seu acolhimento tem sido sempre ocasião de maior motivação e união entre os jovens “peregrinos” das JMJ.

Finalmente, merece especial destaque o projeto «Say Yes – aprender a dizer sim», uma proposta de caminhada catequética com adolescentes (atualmente com idades entre os 12 e 16 e que frequentam do 7.º ao 10.º anos e que, em 2022, poderão participar nas JMJ). Apresentado em Fátima a 4 de julho, é proposta do sector de catequese do Patriarcado de Lisboa, posteriormente alargada a todas as dioceses portuguesas. Nas palavras do padre Tiago Neto, diretor daquele departamento, este projeto “consiste num percurso que procura dar a conhecer aos adolescentes a história das Jornadas Mundiais da Juventude desde 1986, quando foram lançadas pelo Papa João Paulo II, até à última jornada, no Panamá, em 2019. E, a par da história das jornadas, dar a conhecer aquilo que são as problemáticas que os diversos Papas apontaram nas mensagens que escreveram aos jovens ao longo destas décadas” (ver mais informações no Lig@-te deste mês).

Estão, assim, em marcha os preparativos para as JMJ 2022. E, de facto, nada melhor do que entrar com este “espírito” (de aventura, de crescimento, de descoberta…) num novo ano escolar-catequético que setembro nos traz.


Foto da capa: Jovens franciscanos a caminho de Santiago, julho de 2019. Foto MSA.

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