Querido Santo António

Sendo junho o mês de Santo António, a nossa revista não pode deixar passar este mês, sem lhe dedicar uma menção particular; desta vez, motivada por uma razão importante. 

No passado mês de maio, todo o mundo foi abalado pela notícia trágica de vários atentados bombistas, que aconteceram no Sri Lanka, com o objetivo de atingir igrejas cristãs e hotéis frequentados por turistas ocidentais. Houve muitas mortes, muito sangue e muita dor. A igreja que mais sofreu com estes ataques, foi a de Santo António, na cidade de Kochchikade.

Há poucos anos, esta mesma igreja tinha sido visitada pelas relíquias do Santo, vindas diretamente da Basílica de Santo António em Pádua (Itália). Os nossos confrades, que lá estiveram nessa circunstância, falam de uma grande manifestação de fé e de devoção para com o Santo de Lisboa, que o povo considera o grande amigo dos pobres e dos necessitados.

Depois dos atentados, que obrigaram as autoridades a fechar por algum tempo a igreja, algumas pessoas, que tinham chegado para orar junto da imagem de Santo, referiram:

A nossa fé em Deus, o nosso amor por Santo António, não pode ser destruído por nenhum ataque ou kamikaze. Nas nossas vidas, teremos sempre de enfrentar momentos como este. Continuamos a lembrar-nos de todos aqueles que foram mortos nas três igrejas. Eles vieram cá porque tinham um amor imenso por Deus. Poderiam ter ficado em casa, mas em vez disso decidiram vir à igreja. Pensar nestas vítimas entristece-nos, mas sentimos que estão no abraço de Deus.

Eis a verdadeira fé: não ceder ao medo, fechando-se em lugares onde ninguém pode entrar ou respondendo com as mesmas armas dos terroristas, mas continuar a viver com coragem e firmeza, sabendo que a meta da nossa vida é estar junto do Senhor Ressuscitado que foi preparar-nos um lugar junto do Pai (cf. Jo 14, 3). O exemplo de Santo António, que, na senda de Jesus, foi ao encontro dos pobres e dos oprimidos, é uma grande ajuda para nós, que continuamos a experimentar a nossa fragilidade e a cair na tentação.

Querido Santo António, olha para a nossa humanidade mergulhada na confusão e no medo, tentada pela violência e pela fuga e faz que nunca nos afastemos da divina Sabedoria, mas confiemos sempre na Divina Providência, como tu nos ensinaste com a tua palavra e com o exemplo da tua vida. Ámen.

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