O regresso do Santo

António muito presente no coração do povo

“Olivais reencontra Santo António” foi o lema das festas que se realizaram, em Junho de 2002, na freguesia de Santo António dos Olivais em Coimbra, onde Fernando de Bulhões, depois Santo António, optou pelo hábito franciscano. Após um interregno de quase 50 anos, a procissão voltou às ruas da paróquia. A adesão foi impressionante.

  • Igreja de Santo António dos Olivais, missa na escadaria, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, sacristia, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, quermesse, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, procissão, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, procissão, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, procissão, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, almoço partilhado, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, freis luca, adriano, tiberio, josé augusto, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, missa na escadaria, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, fados de coimbra, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, Eliseu e Adriano, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, celebração na escadaria, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, procissão Celas, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, procissão Celas, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, festa convívio no adro, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, grupo coral Ançã-ble, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, grupo de cordas Allegro, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, procissão, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, procissão, Junho 2002
  • Igreja de Santo António dos Olivais, missa na escadaria, Junho 2002

Tudo começou de forma muito sim­ples: a comunidade franciscana conventual animadora dessa paró­quia, auscultando o povo ao longo dos últimos anos, foi-se apercebendo que havia um sonho escondido no coração das pessoas: voltar a ver a· imagem de Santo António passar defronte das suas casas em gesto e sinal de bênção.

Assim, foi decidido retomar a tradi­ção interrompida há quase meio século, com um programa que incluiu – para além da procissão – diversas iniciativas culturais e recreativas.

As festas tiveram impacto a nível da própria cidade. As celebrações, bem vi­vidas e participadas, marcaram as fes­tas: Santo António mais uma vez mani­festou-se como presença actual, elo de comunhão entre igrejas, horizonte de Igreja-Comunhão.

A música, o convívio, a festa simples dos “comes e bebes”, o arraial, as dan­ças populares e o folclore não faltaram.

A festa e a santidade

Festa popular e santidade: será pos­sível conciliá-las? Há um ditado popular que afirma que “um santo triste é um triste santo!”.

Santo António não é um santo triste. A religiosidade popular teve este grande mérito: apresentar sempre Santo Antó­nio como um santo humano e cheio de alegria, o santo que conhece as feridas do coração e volta a dar alegria aos ros­tos menos alegres.

António foi um homem que se dei­xou conduzir pelo vento do Espírito.

As pessoas que acompanharam a procissão, naquela tarde bonita de uma luminosidade espectacular, pareciam di­zer “Acredito nesse Vento do Espírito que fez de Santo António o homem que deu liberdade, anunciou esperança, se­meou a Paz e o Bem pelas estradas da­quele tempo. Acredito nesse ESPÍRITO que fez de Fernando de Bulhões o Santo que todo o mundo ama”.

Hoje, Santo António – como estava escrito numa tarja que os jovens leva­ram na procissão – SOMOS NÓS, convi­dados a “dar as mãos para caminharmos para a meta da fraternidade”.

Percurso entre sinais de Vida e Esperança

Os moradores foram convidados a enfeitar as casas e colocarem uma vela acesa à janela à passagem da relíquia de Santo António.

Fazer sair a imagem da igreja foi di­zer que Santo António foi um homem que viveu a vida caminhando lado a la­do com o seu povo. E hoje nós quere­mos que se encontre com as nossas fa­mílias, com a sua gente, pelas ruas da sua freguesia, olhar a cara dos seus ir­mãos, contemplar as janelas das casas com um olhar a transmitir ESPERAN­ÇA.

De facto, foi um homem santo que soube dar a todos a esperança de viver, da saúde a recuperar, do amor a renas­cer, de um Deus a tornar-se próximo de todos os que O invocam.


In Mensageiro de Santo António, julho/agosto 2002, páginas 10-13

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