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A teologia abre horizontes

No passado dia 17 de maio, celebrou-se o dia nacional da Faculdade de Teologia. Desta vez o encontro teve lugar em Lisboa, juntando alunos, colaboradores e docentes de Braga, Lisboa e Porto.

É sempre um momento importante de convívio mútuo entre todos aqueles que são hoje o rosto concreto de uma única Faculdade, ainda que se inscreva nos três lugares atrás referidos. Mas desta vez o motivo de celebração estava ainda mais enriquecido, pois encontramo-nos a celebrar também o 50º aniversário da sua existência.

Não vou aqui dar nota dos principais marcos da sua história, prefiro, em vez disso, partilhar com os leitores aquelas que são as grandes linhas de força da sua missão:

  • Cultivar e promover, mediante a investigação científica e a docência superior, as ciências teológicas e afins;
  • Estudar, segundo os métodos científicos mais apropriados, a doutrina católica, haurida da Revelação divina, e expô-la ordenadamente, procurando, à luz da mesma Revelação, soluções para os problemas humanos;
  • Proporcionar aos alunos uma formação teórica e prática, qualificada e atualizada, e prepará-los para os diversos ministérios eclesiais, de modo particular para a obra de evangelização, mediante cursos de graduação e pós-graduação;
  • Promover a formação contínua, designadamente dos seus antigos alunos, dos ministros da Igreja e de outros agentes da ação pastoral;
  • Prestar apoio à Igreja local e universal no desempenho da sua missão evangelizadora, em estreita comunhão eclesial e em conformidade com a natureza específica da Faculdade;
  • Fomentar o diálogo científico e cultural com outras confissões cristãs, com as religiões não cristãs, os não crentes e o mundo da cultura, da ciência e da tecnologia, do trabalho e da política;
  • Colaborar com outras Instituições de ensino superior em ordem à necessária interdisciplinaridade entre as ciências sagradas e as ciências humanas.

Serviço à Igreja e serviço à sociedade

Decorrente destes pontos, julgo ser fácil depreender que a Faculdade tem essencialmente dois eixos polarizadores na sua missão: o serviço à Igreja e o serviço à sociedade.
No fundo atrevo-me a dizer que são as duas faces da mesma moeda, pois a Igreja, e isso tem sublinhado constantemente o papa Francisco, deve evitar a todo o custo a autorreferencialidade, uma vez que a sua razão de ser não reside nela mesma mas no serviço que é chamada a prestar ao mundo e à humanidade.

Isso mesmo está também patente no lema que nos acompanha na celebração deste aniversário e que escolhi para título destas linhas: a teologia abre horizontes. Sinceramente considero que o mesmo é uma escolha feliz e que condensa bem qual a missão da Faculdade nos próximos anos.

Rasgar novos horizontes

No meu entender trata-se de abrir horizontes a partir dos dois eixos polarizadores atrás referidos. Abrir horizontes à comunidade eclesial, através de um mais profundo entendimento da sua identidade e missão. Sempre que ousa conhecer melhor o seu Senhor, a Igreja descobre-se mais intensamente enviada e comprometida com a aventura humana, interpelando-a a procurar novos e melhores caminhos de construção da história e aqui reside o outro grande eixo da sua missão.

O humilde exercício que fazemos a partir destas páginas do Mensageiro de Santo António quer claramente inscrever-se neste contexto. Sempre que procuramos reconhecer os traços da presença do Mistério de Deus na história e na existência humanas, fazemo-lo com a firme vontade de ajudar a descobrir esse outro horizonte mais amplo que Deus quer propor à humanidade.

Rasgar novos horizontes! Essa tem de ser, não pode deixar de ser, a apaixonante tarefa da teologia.

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