Uma viagem global – 2

Navegando pela América do Sul

A celebração dos 500 anos da Viagem iniciada por Fernão de Magalhães é muito mais do que o lembrar datas ou acontecimentos, por mais importantes que estes possam ser e, de facto, são-no. O que estava então em jogo, e de certo modo continua a estar, é um exercício de ligar mundos e de procurar novas territorialidades.

Deste modo, uma justa celebração deste acontecimento não pode ficar apenas na memória do que foi feito, mas certamente convida a esse mesmo exercício. E como estamos necessitados disso mesmo neste tempo em que até parece estarmos a assistir a dinâmicas de desestruturação e de separação, apesar dos discursos de unidade e de procura de soluções em conjunto.

Centrando mais a atenção na América do Sul, os textos que se seguem querem também ser convite ao alargar os horizontes da reflexão para continuarmos a viagem. Para ver cada um dos textos clique no respectivo título.

O estreito de Magalhães – Francisco Vaz

A viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães concluída por Juan Sebastián Elcano, após a morte daquele na ilha de Mactan, em 27 de Abril de 1521, constituiu um dos maiores feitos náuticos da história da humanidade, facto unanimemente reconhecido pela generalidade dos historiadores nacionais e estrangeiros.

Política e globalização: Ditaduras de esquerda e de direita – Américo Pereira

Existem fundamentalmente dois modos, que são exclusivos, de exercício do poder não apenas como modo de domínio de um ser humano sobre outro, mas como ação que concretiza a capacidade que todo o ser humano possui de laborar na construção da cidade. Tais modos são ou a ação segundo o bem-comum ou a ação segundo o bem de alguns ou de apenas um só.

América: cristianismo domina ou liberta? – Giuseppe Bertazzo

Cruzado o estreito, a armada espanhola respirou aliviada ao alcançar o “Pacífico” oceano. Para trás ficaram as civilizações asteca, maia, inca, suas mitologias, os sacrifícios extremamente chocantes, ritos e cerimoniais complexos.

Reeducar o olhar – Inês Espada Vieira

Em 2019, escrever um texto sobre a religião dos povos indígenas pode ser um exercício de síntese simplificadora de mais de 500 anos de história global ou, em alternativa, ser uma oportunidade para nos depararmos com os paradoxos dessa mesma história e procurarmos reaprender cinco séculos de relação desigual. Ou melhor, começar a reaprender.

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