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Jesus é a nossa certeza

Tau Day 2018

Tau Day Viseu 2018

No passado mês de outubro, na cidade de Viseu, realizou-se o TAU DAY, um encontro, a nível nacional, de jovens ligados às nossas comunidades franciscanas. É a primeira iniciativa, este ano pastoral, da nossa Pastoral Juvenil Vocacional. Realiza-se todos os anos, nos fins de outubro ou início de novembro, e vai percorrendo cidades diferentes. Nos últimos anos realizou-se na Batalha, Tomar, Santarém, Alcanena, Leiria, Lisboa, Coimbra… este ano foi em Viseu.

Para falar do encontro queria deixar a palavra à Rita Flores, uma jovem animadora, de Coimbra.

Na (in)certeza do Evangelho

Foi entre os dias 20 e 21 de outubro, que os jovens franciscanos viveram na (in)certeza do evangelho. Foi esta a temática que deu mote ao encontro Tau Day 2018, que procurou dar aos jovens um conjunto de diferentes experiências como um ponto de partida para a reflexão. Nas palavras do Papa Francisco que “construamos um mundo melhor”.
Partimos em grupos para uma reflexão sobre diversas personagens bíblicas. Entre Abraão, Maria e David procuramos contar a sua história através da nossa. Procuramos colocar-nos na sua experiência e partilhar com o grupo como nos sentiríamos e de que forma a sua atitude seria expressa na sociedade de hoje.

Sejamos protagonistas

Na habitual partilha do almoço preparamo-nos para um longo dia que ainda mal tinha começado. Abraçados pelo amor que as irmãs do Sagrado Coração de Maria, que nos receberam em sua casa, foi nas palavras do Papa Francisco que retomamos as atividades. Na capela de Nossa Senhora das Vitória, ouvimos o pedido do Papa para sermos protagonistas, para não ficarmos no fim da linha da história.

É tempo de sermos nós a voz da igreja que, mesmo que incerta, é a voz de quem acredita, de quem procura, de quem é verdadeiramente apaixonado por Deus. Afinal, se queremos seguir o exemplo de Jesus não podemos ficar na bancada e esperar pelo resultado. Temos de entrar em campo e jogar na mesma equipa.

Por entre as ruas da cidade e incentivados pelas palavras de São Paulo fizemos ecoar as nossas vozes e os nossos gestos. Do teatro à música, da adoração ao acolhimento, foram 5 as temáticas de workshop propostas pela organização da mais recente edição do Tau Day.

Entre os 15 e os 26 anos de idade, acompanhados pelos animadores, foi na vigília da noite de sábado que sentimos os nossos corações abraçados. Acolhidos pelas irmãs Concepcionistas, irmãs de clausura, celebramos juntos a fé e os diferentes caminhos por ela apresentados.

Entre a incerteza e a certeza da decisão fomos confrontados pela juventude dos testemunhos de uma irmã, de um casal e de um frei. Quantas vezes nos perguntamos sobre a certeza do nosso caminho? E quantas vezes nos questionamos sobre a sua incerteza?

Não podíamos ter terminado a noite de forma mais reconfortante. Entre bolinhos e bolachinhas estávamos de coração e estômago cheio para ir descansar deste que foi o primeiro dia em união. Era tempo de descansar e escutar o que o nosso coração nos dizia.

A alvorada chegou, como sempre, mais cedo do que o corpo e o convívio pediam. Numa oração cantada, foi logo pela manhã que os grupos de jovens de Chelas e Santo António dos Olivais partilharam os rostos e os sorrisos daqueles que tiveram a oportunidade de participar no Meeting Franciscano em Assis, Itália. Entre vídeo e fotos nada mais se ouviu se não gargalhadas e suspiros de nostalgia.

De Lisboa, passando por Coimbra, atravessando até Vila Cova à Coelheira, descendo de Ribeiradio e Arcozelo das Maias foi na igreja dos Terceiros de Viseu que terminou mais um Tau Day. Tivemos a Eucaristia, presidida pelo novo bispo de Viseu, Dom António Luciano. Novamente em partilha e de mãos dadas com a fé, rumamos a casa com a incerteza da localização do próximo Tau Day. Contudo há uma certeza que temos, a de que estaremos juntos na simplicidade e humildade franciscanas.

Na minha opinião, se o Tau Day tem uma mensagem a transmitir esta foca-se essencialmente na importância de reconhecermos nos outros a fé e a sua diferente vivência dentro e em cada um de nós. Nada mais invoca se não a vontade de conhecer, partilhar e abrir o coração à diversão normal da juventude, à esperança confiada dos animadores, à oração repetida dos freis e à dúvida e inquietação de todos os que nele participam e dele se sentem rodeados.

Afinal, como bem nos disse o Papa Francisco, o “melhor instrumento para evangelizar um jovem é outro jovem”.

Rita Flores

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