Distinção e complementaridade

Dando continuidade à nossa reflexão que, como sempre, é apresentada a modo de partilha, propomos, desta vez, a leitura de um conjunto de textos que, sendo aparentemente bastante diferentes, têm uma base comum. Trata-se de um exercício de olhar a realidade humana, em vários dos seus contextos.

Na verdade, desde a realidade que na sagrada escritura aparece vertida em texto, à realidade eclesial que estamos a viver, passando também pela experiência da fé vivida no concreto da vida, com as suas certezas e dúvidas, com as suas afirmações e interrogações, hoje e no passado, podemos encontrar uma presença comum, que nunca falta. Sem ela essa realidade não teria sido mesmo possível.

Não se trata aqui de tecer elogios à mulher, a modo de quem lhe pesa um pouco a consciência e tem de reconhecer que muitas vezes errou ao colocar em lugares subalternos quem não pode deixar de ter sempre um lugar primeiro, ao lado dos homens que, em muitos lugares e durante muito tempo (ainda hoje) os quiseram ocupar sozinhos.

Trata-se, isso sim, de olhar a realidade humana e de descobrir que a sua verdade e identidade se concretiza de modo masculino e feminino e que nessa distinção e complementaridade reside a condição da sua verdadeira humanidade.

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