A força da união

Não raras vezes se vive a fé em pequenos grupos ou isoladamente. Se, por um lado, a pertença a um grupo suporta e fortalece a relação com Deus, por outro lado, pode diluir o percurso individual, enfraquecendo-a.

No entanto, um grupo fechado sobre si próprio não progride, porque não se lança no conhecimento de outras realidades.

Por isso, se um grupo contactar com outros em ocasiões de partilha e vivência comum, potenciará o crescimento de cada elemento na fé e na consciência de verdadeira Igreja, universal como se pretende da Igreja de Jesus Cristo.

Assim que, desde jovem, me fui apercebendo de que a minha relação com Deus passa inevitavelmente pelos outros, de qualquer idade e de qualquer origem, comecei a compreender a Igreja como um universo de diversidade e união à volta de Cristo, na oração, na Eucaristia, na misericórdia.

Uma vez que em cada lugar do mundo há sempre alguém a celebrar e a orar em cada momento, percebo que a oração e a celebração são ininterruptas e de facto universais. Se pensar que estou unido a todo o mundo em Cristo, cumpro o desejo de Cristo de amor ao outro e sinto a verdadeira ação do Espírito que ajuda toda a humanidade no percurso para a vida eterna.

Como consequência da revelação da universalidade da Igreja, sentimo-nos livres e compreendemos melhor a eternidade e a necessidade dos outros na nossa vida.

Se os adolescentes e jovens tiverem a oportunidade de contactar com outros adolescentes e jovens de outros grupos e de outras paróquias, poderão perceber também essa universalidade e sentir-se unidos entre si e aos outros. Poderão também integrar-se facilmente em grupos de outros jovens mais velhos e em novas atividades, assim como integrar-se em outras terras, caso se desloquem, por motivos de estudo ou trabalho. Podem assim contribuir para criar pontes e redes de espiritualidade.

Quem ajuda os jovens a crescer na fé, deve fazê-lo no sentido da maturidade, que implica liberdade. Ninguém é nosso, nem mesmo os filhos. Por isso, apenas acompanhamos e ajudamos a abrir caminhos de felicidade, mostrando quem é Deus e como Ele entra e permanece nas nossas vidas, desde que nos abramos a Ele.

Mensageiro de Santo António
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