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Permanecei no meu amor

Senhor padre, na Igreja fala-se muito de amor… mas o que é o amor de que se fala? Eu penso que são só palavras, mas que ninguém vive verdadeiramente o que diz. É mesmo possível amar? Como? João

Caro leitor, Jesus diz-nos: “Permanecei no meu amor”. E se cada um de nós fizer a si próprio esta pergunta: “Eu permaneço no amor do Senhor?” Permanecer no amor é fazer aquilo que Jesus fez por nós ou seja Ele deu a Sua vida por nós. O Nosso Senhor faz-se nosso servo.
Por isso, permanecer no amor do Senhor, significa dar a vida, como ele a deu e servir os outros como ele os serviu. Há muita confusão sobre o que verdadeiramente é o amor. O amor não é suspirar pelos outros, é cuidar dos outros, como uma mãe cuida dos filhos. O amor dá trabalho, porque o amor vê-se nas obras, não nas palavras. O amor é concreto.

O leitor olha à sua volta e diz que não vê a presença do amor. Talvez precise de aprender a ver. O ser humano é habitado por contradições, por isso é muito difícil encontrar um amor completamente “puro”. Mas, se olhar bem, encontrará muitos gestos de amor.

Uma coisa é certa, quando queremos aprender a amar um só é verdadeiramente o nosso mestre: Jesus. Em Jesus manifestou-se o amor de Deus por nós. O Senhor toma a iniciativa, ama sempre primeiro e ensina-nos a proceder do mesmo modo, mas nós somos tentados a esperar que os outros nos amem primeiro para só depois responder com a mesma moeda.

Desafio o leitor (e os leitores) a deixar-se interpelar na primeira pessoa. Comece a amar, a fazer gestos concretos de amor e começará a ver… o amor florir. A renovação da Igreja e do mundo deve partir de nós e concretiza-se em gestos quotidianos de amor concreto.

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