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Santo António e a banda desenhada

Santo António, padroeiro de Portalegre desde 1896, tem uma extraordinária presença naquela região, que se reflete também na qualidade das coleções dos museus municipais, onde a imagética antoniana adquire um lugar de destaque. No âmbito das celebrações dos 100 anos do Museu Municipal de Portalegre, este acolhe a exposição Santo António na Banda Desenhada, patente ao público até 29 de julho de 2018, permitindo redescobrir a vida de um dos santos mais querido dos portugueses.

José Garcês, prancha nº 3 do álbum “Santo António em Banda Desenhada”, 2013, Museu de Lisboa - Santo António. MLSA.DES.0028.03
José Garcês, prancha nº 3 do álbum “Santo António em Banda Desenhada”, 2013, Museu de Lisboa – Santo António. MLSA.DES.0028.03

A representação de Santo António na ilustração é já antiga. Presente em inúmeros livros infantis, que contam a história da sua vida ou dos inúmeros milagres que lhe são atribuídos, acompanha também a relação que o povo criou com este santo tão popular.

Quando em 1875, Bordalo Pinheiro apresenta a figura do Zé Povinho, coloca-o junto a um trono de Santo António e, tal como com os ceramistas e artesãos, as diferentes gerações de ilustradores contam quase obrigatoriamente com a imagem de Santo António no seu portfólio. Também a Banda Desenhada em Portugal irá descobrir em Santo António uma fonte de inspiração. Serão muitos os autores que, num tom mais jocoso ou mais sério, abordam a vida de Santo António ou as festas que se celebram um pouco por todo o país.

Exemplo maior desta relevância foi a edição de um álbum de banda desenhada inteiramente dedicado à vida de Santo António da autoria de José Garcês, nome maior da ilustração em Portugal. As pranchas originais deste trabalho, pertencentes ao Museu de Lisboa – Santo António, fazem parte da exposição temporária atualmente no Museu Municipal de Portalegre.

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