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Jovens e frades em Portugal

Seguindo os passos de Santo António e da Virgem Maria, em Fátima, no centenário das aparições, um grupo de frades e jovens Espanhóis e Italianos estiveram entre nós. Transmito-vos o breve testemunho do frei Francesco Ravaioli, italiano, do frei Juan Cormenzana, espanhol e de Sebastiano Contri, um jovem italiano.

De Madrid a Coimbra

frei Francesco e frei Juan

O nosso ponto de encontro foi Madrid, para depois nos deslocarmos a terras portuguesas de 23 a 30 julho.
Em Lisboa, visitámos em particular os lugares do nascimento, do batismo e do primeiro caminho vocacional de Fernando Martins de Bulhões, que depois tomou o nome de António. Os nossos irmãos portugueses, que trabalham em zonas marginais e de periferia, juntamente com uma grande hospitalidade, criaram para nós momentos de encontro e de oração com os jovens locais, com os centros sociais das suas paróquias e com as Missionárias da Caridade de Madre Teresa.
Em Coimbra, sempre com a ajuda dos frades portugueses, visitámos a cidade e o mosteiro de Santa Cruz, onde o testemunho dos santos protomártires da ordem foi decisivo para a escolha radical da passagem à vida franciscana de Fernando, tornando-se frei António, em Santo António dos Olivais.

O encontro com Maria em Fátima

Depois de termos saboreado a beleza de várias localidades e ambientes naturais de Portugal, chegámos a Fátima, onde robustecemos a nossa fé na escola dos simples e dos pequenos, os santos pastorinhos e a Virgem. Os dias dos jovens peregrinos foram marcados pela oração, por momentos de catequese e partilha, fazendo experiência da vida do Santo de Lisboa e Pádua e da mensagem do Evangelho, por intermédio de Maria, que se respira em Fátima.

Um jovem de Pádua

Sebastiano Contri

Sou Sebastiano, um rapaz de 20 anos que estuda em Pádua. Entrei em contacto com os Frades Menores Conventuais da Basílica de Santo António, os quais organizam numerosos encontros e eventos dirigidos sobretudo aos jovens (Encontros Nacionais de Jovens em Assis, Tríduo Pasqual, Noite dos milagres).

Este ano, entre as numerosas propostas de verão, havia uma peregrinação a Fátima, durante a última semana de julho, por ocasião do centenário das aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos. Não hesitei um momento e aceitei sabendo que seria uma experiência bela e enriquecedora, especialmente do ponto de vista espiritual.

A primeira etapa desta viagem foi Madrid, onde ficámos alojados no “Colégio San Boaventura”, uma grande escola gerida pelos frades Espanhóis. Já esta primeira experiência criou em mim muitos pontos de reflexão. O Colégio encontra-se numa zona marginal e periférica da cidade, num ambiente cinzento e anónimo e é precisamente aqui que os conventuais trabalham, com o seu sorriso e a disponibilidade para com o próximo, num lugar onde a fé parece quase desaparecer sob o peso dos prédios que rodeiam o convento.

No dia seguinte, de manhã cedo, partimos em direção a Lisboa, onde fomos acolhidos franciscanamente (saco cama e colchão) no Convento de São Maximiliano Kolbe, situado na periferia da capital portuguesa, num bairro popular. Durante dois dias, repercorremos os passos e a história espiritual do Santo, visitando alguns lugares chave da sua vida, a casa natal e a Catedral onde foi batizado. Foi muito interessante voltar a ouvir pela milésima vez a vida de António. Uma história sempre atual que une e envolve todos aqueles que andam numa procura vocacional. Se acrescentarmos a estupenda moldura de uma cidade como Lisboa e a possibilidade de partilha com os irmãos que o tiveram por perto,… a emoção foi ainda maior. Visitámos e conhecemos as obras e as atividades da paróquia dinamizada pelos frades e rezámos com as irmãs Missionárias da Caridade, que colaboram e trabalham com os frades nas diversas atividades paroquiais.

Também aqui, no convento de São Maximiliano Kolbe, percebi o fio condutor que liga todos os Conventos e Frades Franciscanos, dar a vida pelo próximo.

Uma outra etapa muito interessante foi a cidade de Coimbra, com visita à igreja de Santa Cruz, primeiro mosteiro onde estudou Santo António, então frei Fernando, monge agostiniano. De seguida, fomos à igreja franciscana de Santo António dos Olivais, onde o jovem Fernando abraçou o hábito franciscano e assumiu o nome de frei António. Aqui escutámos uma bela catequese do Frei José Carlos, um jovem frade português, que, com o seu sorriso e a sua simplicidade, conseguiu comunicar-nos a fé e a paixão evangélica que moveram frei António. Com surpresa constatei que todos os lugares Antonianos, em Itália, como em Portugal, estão unidos por uma forte espiritualidade que une todos os devotos de Santo António, sem distinções de nacionalidade, cultura ou língua.

Por fim, fomos a Fátima com uma breve paragem à beira do Oceano. Fátima foi para mim uma surpresa, cheia de peregrinos provenientes das mais variadas partes do mundo. Todos confluem àquele lugar santo para ouvir e aprofundar a mensagem que Nossa Senhora confiou aos três pastorinhos.

À entrada da grande praça do santuário, acolhe os peregrinos um enorme Rosário; oração que todas as noites é recitada em diversas línguas e que cria um momento de grande comunhão entre os fiéis presentes. Difícil de explicar este momento tão intenso: é preciso vivê-lo!

Um outro momento marcante foi a Via Sacra que nos ajudou a preparar o coração para o discernimento e a escuta das catequeses dos frades sobre a mensagem do Evangelho encarnado em Fátima. A nossa longa peregrinação concluiu-se com a missa internacional de Domingo, que reforçou ainda mais o sentido de comunhão e unidade entre nós e tantos peregrinos presentes: todos unidos por uma única fé.

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