10 anos depois… um “até já – até sempre”!

“Parece que foi ontem”, mas já passaram 10 anos desde esse nosso primeiro encontro neste “cantinho juvenil” do Mensageiro.

E não deixa de ser curioso como, naquela altura como hoje, a mesma certeza-necessidade permanece: “o que faz falta” (além de “animar a malta”) é “dar voz à malta”, é “dar poder à malta”, nas palavras emprestadas do grande “Zeca” Afonso.

Sim: é como se os primeiros meses de 2011 e estes de finais de 2021 estivessem unidos num mesmo arco(-íris?) cujas extremidades assentam em pontos temporais diferentes mas que denotam uma “tonalidade” comum: a “esperança-profética” de que nos falavam o teólogo Johann Baptist Metz (falecido, faz precisamente 2 anos) e o judeu Elie Wiesel, sobrevivente dos campos de concentração nazi e Prémio Nobel da Paz em 1986; uma esperança que é capaz de a tudo resistir e, por isso, é capaz de “esperar… apesar de tudo”… (METZ, Johann Baptist; WIESEL, Elie. Esperar apesar de tudo. Madrid: Editorial Trotta, 1996).

Na altura, balançávamos entre os “gritos de revolta” da “geração (dita) à rasca” e os “sonhos” em redor da JMJ Madrid desse mesmo ano 2011; hoje, muito ainda “à rasca” pelas mesmas razões (e outras tantas que se lhe juntaram e que o anagrama COVID também encerra), estamos, em finais de 2021, já em “velocidade cruzeiro” rumo a outra JMJ (em 2023), desta vez sem para tal termos que “saltar a fronteira” e envoltos num caminho sinodal em que nos é pedido que “façamos ouvir a nossa voz”. (Sempre) novos tempos, a trazerem (sempre) com eles novos desafios, a exigirem por sua vez sempre novas respostas (a não ser que queiramos cair no erro de pôr «vinho novo em odres velhos» – cfr. Lc 5, 37-38).

De permeio, todos sabemos “o que se passou”: das “tentativas de esboço” (e compreensão) da realidade (juvenil) portuguesa, à auscultação e (proposta de) interpretação das “grandes linhas” com que estes nossos tempos se (entre)tecem; da análise e “iluminação cristã” daqueles “temas quentes” que nos pre-ocupam ao fazer eco e leitura dos desafios que os Papas (Bento XVI e depois Francisco) nos iam lançando, aos exemplos iluminadores de outros tantos percursos de santidade (juvenil)…

E, ainda poderemos citar as sugestões, as dicas, os convites para outras tantas experiências, outras tantas oportunidades de crescimento-alargamento de horizontes, participação cívica, integração comunitária… Foi por aqui e por aí que fomos fazendo este nosso caminho, que este mês e nesta última edição de 2021 termina. Quero que saibas/am que foi uma grande honra ter tido a tua/vossa companhia.

Ainda não é (não será, certamente), a meta… apenas (mais) uma etapa, a dar lugar a outras tantas que o horizonte sempre rasga no olhar daqueles que não temem “sujar os pés”…

Pedes-me um tempo,
para balanço de vida.
Mas eu sou de letras,
não me sei dividir.
Para mim um balanço
é mesmo balançar,
balançar até dar balanço
e sair…

Mafalda Veiga

(Excerto da música Balançar, do álbum Chão, 2008, de Mafalda Veiga)

Por isso, e porque “a-deus” é palavra que prefiro guardar para outras ocasiões, apenas outras três me atrevo a dizer(-te/vos): Obrigado! Ultreia”! “Suseia”!

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